04/11/2019

   Ansiedade na Maternidade 

 

 Fatores que contribuem para o Burnout na maternidade!

Segundo últimos dados da Organização Mundial da Saúde- OMS em 2018, dentre os países da América latina, o Brasil lidera com os maiores índices de transtornos de Ansiedade, cerca de 9,3 % ( pânico, fobias, estresse pós-traumático, TOC , etc). 

Sendo ainda as mulheres as que mais sofrem com os transtornos de Ansiedade devido fases de extrema mudança de vida.

Há momentos na vida em que os níveis da Ansiedade podem sofrer alterações significativas, sendo a maternidade um desses momentos.

Dentre os relatos que ouço no meu consultório são do tipo… Será que vou conseguir ser uma boa mãe? Será que vou ter leite o suficiente? E se meu filho parar de respirar enquanto estou dormindo?

São questionamentos comuns, mas que causam extremo sofrimento contribuindo para o aumento do desequilíbrio da ansiedade e, que corroboram  para o Burnout na maternidade. Dentre os sintomas  do Burnout estão sensação de vazio , desesperança, sentimento de estar indefesa, de frustração e de solidão.

Em meio a tantos medos e inseguranças decorrentes do desequilíbrio da ansiedade a mamãe não consegue dormir e  se alimentar, se mantendo em estado constante de alerta. Fatores  que tornam a rotina da mamãe ainda mais cansativa, mais estressante. A impedindo de conseguir vivenciar efetivamente os momentos importantes dessa fase de maneira plena e feliz.

Por isso torna-se extremamente necessário uma rede de apoio (esposo(a), familiares, amigos) e ajuda de um profissional para ajudar  a mamãe nesse período de extrema mudança e transição. É importante que todos de seu entorno estejam  sensíveis aos sintomas citados acima como prevenção de piora do quadro,  prevenindo que o quadro evolua para uma  depressão.

 

OBS:  Embora seja mais comum em mulheres, há pesquisas que demonstram casos de Burnout na paternidade.

 

Psicóloga Gisele Coelho

CRP 06/149638